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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Arredores


Há dias em que eu não existo.
Tudo a minha volta se torna arte abstrata, de difícil compreensão.

Na impossibilidade de definir o meu mundo
Vejo-me perdida, navegando da diversidade das almas.

O caminho é estreito e escuro, não se vê a entrada ou a saída.

Mas só me sinto assim alguns dias... Hoje é um deles.

Espero que o sol volte a brilhar amanhã, e conceba outras oportunidades,
Outras escolhas.

A felicidade não é eterna,
Não me iludo mais.
Foto

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Ma Vie En Rose?

A vida não é cor de rosa.

Por vezes vejo um imenso buraco negro,
Sem fim, sem começo.

Ou seria recomeço?

Necessita de expressão,
mas teme a rejeição.

Poderiar agir como
Ludo e determinar o destino?

Terá ela coragem de transgredir?

E se escolheu o que fazer
e não sabe onde e quando?

svieira

Poster do filme

Identidade

Nos caminhos por onde vou,
Sou eu, e só.
Pra quê outro?
Pra ser outro?!
Não, sou eu.

Os signos da minha identidade me definem.

As mutações e resoluções,
Internas ou externas,
Por escolha ou por destino,
Talvez intinto,
Resultam n'eu.

Não adianta dizer-me: _ Seja eu!
Querer qu'eu acredite
Na projeção eu do espelho seu.
Outro sim, não eu.
Gosto de Narciso,
mas ele não sou eu.
Sou maldito, bendito,
Falho, humano... único.
Eu sou eu.


svieira

Mangá

terça-feira, 29 de julho de 2008

Diálogo

_ Por que esse jogo de sedução comigo?
_ Eu? Jogo? Você! Não entendi?!

_ Entendeu sim. Você sabe o que eu quero é o mesmo que você quer. A diferença é qu’eu estou disposta a tudo para te ter. Já você tem medo... se esconde de você mesm... dos seus desejos... Sei que teme a praça pública.
_ Por que acha isso?
_ É como eu te vejo... te sinto.
_ Mas eu não sou assim...
_ Sei que não, você é bem mais que isso. Mas deixe emergir o seu verdadeiro eu... aquele qu’eu quero...
_ Você me ama?
_ Posso vir a amar.
_ Como? Por quê?
_ Amo teu riso, tua voz, teu olhar, teu corpo... amo cada parte sua. E não há uma razão, apenas aconteceu d’eu te amar. Mas o que amo não é tangível...você não permite.
_ Não sou indiferente a você. É qu’eu gosto...
_ Você gosta de não ser você?
_ Como?
_ Você ouviu, não vou mais insistir. Quando estiver pronta, me procure...talves eu ainda esteja aqui... a sua espera.
_ Não vá!
_ Tchau!
_ A breve...

svieira

Cine Íris


Estava diante de mim, bela.
Fiquei estagnada perante esplendorosa visão.
Na neblina nicótica que nos cercava, a aproximação.
Conversamos sem que uma única palavra nos saltasse ao lábio.
Era mágico o momento,
Nos pertencíamos, nos completávamos,
E nem a orgia sonora nos despertaria.
Mas o infortúnio quebrou o encantamento.
Ela partiu, despedindo-se com um leve sorriso.

Adeus Diana. Até a próxima caçada!


svieira

Ilustração:
Diego Manuel